• Patrícia Silva

Vai tudo ficar bem, se contribuírem!

Isto poderia ser mais um texto cliché a apelar para que fiquem em casa, mas desta vez, peço o contrário: “saiam de casa” (pode ser que a psicologia invertida funcione). Joguem à vontade às escondidinhas, ao ´Monopolly´ ou a qualquer outro jogo de tabuleiro, têm tempo para isso. Contudo, peço-vos que não brinquem com a vida humana, pois nesta, não temos mais do que uma singela vida.

Fonte: Juan Pablo Arenas.

Cada um tem as suas crenças, valores, princípios e, até mesmo, fins. Porém, quando médicos com carreiras de décadas nos avisam sobre os inúmeros perigos desta doença, para quê fingirmo-nos de surdos e ignorarmos?


Acreditam em fantasmas, bruxas e em que D. Sebastião ainda voltará montado no seu cavalo branco, num dia de nevoeiro. Em contrapartida, negam-se piamente a acreditar em algo que está à frente dos seus olhos e para o qual existem provas científicas e casos reais.


Facilitar-vos-ei esse trabalho de introspeção: imaginem que estão prestes a atravessar uma passagem de nível, e parem, escutem e atentem a realidade em frente aos vossos olhos: aproximadamente 782 mil casos e 37 mil mortes em todo o mundo.


Não queiram ser mais um número na lista de infetados... mais um membro numa cadeia ativa, que começou numa decisão incorreta de uma pessoa...mais uma cama de hospital ocupada por descuido... mais um ventilador ativo por incumprimento das medidas impostas...mais uma lápide por estupidez.


Sim, senhora de 70 anos que está na fila do supermercado descrente na doença, você faz parte da população de risco e deveria estar em casa. Vocês, jovens, que pensam que quarentena e férias são sinônimos, não queiram ser o motivo da ida dos vossos avós ao hospital. Aos casais apaixonados que passeiam no sol de inverno, à beira-mar, pronuncio apenas que esta pode ser a última vez que o veem, se o vosso comportamento assim continuar.


Antes que o cenário piore, ajam. Não vos pedem senão que fiquem em casa. Respeitem. Porque, na nossa sociedade, há um vírus muito mais perigoso que o Coronavírus: chama-se estupidez.

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