• Tomás Barros

Um CO(N)VID à quarentena

Atualizado: 26 de Mar de 2020

Já chega de Covid e de piadas repetidas acerca do vírus que me vai impedindo de manter a sanidade mental. Enclausurado em “casa”, a quilómetros do meu verdadeiro nicho do outro lado do Mediterrâneo, a pérola do Atlântico.


Uns cigarrinhos e uma garrafa de whisky são a minha companhia e ajudam a abstrair-me do facto de não poder passear o rabo livremente na rua. Eu sei, vou fazer a minha parte, apesar de me chatear ao assistir a sexagenários passar debaixo da minha varanda, a caminho do café aqui da esquina. Também queria, está bem? Mas, por algum motivo, agora temos de ser nós a dizer aos mais velhos a não sair de casa, como as coisas mudam.


O problema, meus caros leitores, que aguentaram até ao terceiro parágrafo (parabéns por isso, significa que têm uma capacidade de atenção superior a um peixinho dourado) é que, quando nos tocava, ouvíamos os mais velhos e ponto final. E ao contrário? Já todos tentámos corrigir atitudes dos nossos pais, em que é que resultou? Em nada e com sorte em frases como “faz o que eu digo e não faças o que eu faço”.


Créditos Joel Saget


Recentemente, registei uma pequena grande vitória. Convenci os meus avós de que o novo coronavírus afinal não é apenas uma gripe normal. Apesar de uns casmurros fofos, entenderam que não devem, nem podem sair de casa. Isto constituiu um erro nos cérebros deles, quase que faziam ‘shutdown’, mas lá assimilaram.


Tirar o café da manhã e a voltinha ao fim de semana, é como se lhes roubássemos as razões para viver. Avós de todo o país e de todo o mundo, acho que falo por muitos jovens quando digo que também queríamos sair com os amigos. Ao invés de ficar em casa o tempo todo a engordar, enquanto inventamos a milésima conta de email para ter acesso a um mês grátis de Netflix. Se bem que não somos exemplo, visto que o reflexo após o anúncio de quarentena tenha sido atacar as discotecas e as praias. Agora apetece-me dar um mergulho, mas vou? Claro que não, no máximo meto uma touca e óculos de natação debaixo do chuveiro.


Em tempos de quarentena vou continuar a deixar umas recomendações para ocupar o tempo, desta feita de sagas, que certamente vão ocupar uma boa fatia do vosso dia:


O Senhor dos Anéis

Harry Potter (comecei a ver há pouco tempo, agora percebo o alarido)

Star Wars (como é óbvio)

Indiana Jones

Toy Story e Idade do Gelo

Jurassic Park

Piratas das Caraíbas (embora os últimos filmes tenham dececionado um pouco)


Se virem todos estes filmes, já queimam muitos dos dias reservados para quarentena, porém recomendo que não se cinjam aos ecrãs. Façam exercício, suas batatas domesticadas.

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