• Paulo Cardoso

Treinadores de bancada

Caros leitores, começo a escrever isto enquanto leio uma crítica (estúpida) de uma pessoa sobre a minha cidade. Estou a falar de uma publicação naqueles grupos das cidades que há no Facebook, sabem? E, a começar, pergunto-lhe se é caso raro e se não está ligado a um grupo destes. É que eu estou conectado a muitos. Ora vai um e critica a estrada mal desenhada, ora vai outro e fala angustiado, porque não vê obras no terreno.


Tem sido, trágica, a tribo de “gentalha” que se forma para convencer os cidadãos que não devem acreditar nos autarcas que elegeram.

Eu não sei tudo. Construí a minha vida a informar-me e, cada vez mais, a ler. Faço de tudo. Leio de tudo. Mas o que fico a conhecer nestes grupos é pouco ou nada. É um visitar por visitar. A larga preocupação das fake news também deve estar aqui. São milhares as falsidades que percorrem as paredes do Facebook. Aliás, não consigo perceber a tamanha desinformação destas pessoas, quando podem consultar portais e páginas institucionais para se informarem. De revés, será que todas as autarquias comunicam com as gentes?


Tem sido, trágica, a tribo de “gentalha” que se forma para convencer os cidadãos que não devem acreditar nos autarcas que elegeram. E andam organizados. Julgo que devem conhecer aqueles “falsos economistas” que publicam relatórios de contas das autarquias ou fotografias de obras por acabar. Eu conheço muitos. Até pelo nome já os conheço. O fascínio (se calhar até prazer) desses monsters of disinformation tentarem deitar abaixo os que verdadeiramente trabalham… nota-se a cada publicação.


Apesar de não se notar no debate público, a prioridade deve ser: tornarmo-nos agentes informados e ativos, para, nessas redes, podermos “serená-los” com factos que desacreditem as falsidades. Por enquanto, abdico do meu tempo a ler as publicações. Em tempo de combate, vou ganhar tempo a não deixar os mentirosos vencer.

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