O amor das quadras que veio para as telas

Opinião por Catarina Vianna Pinho


O amor das quadras que veio para as telas. Dear Basketball (2017) é um curta-metragem de animação baseado em um poema escrito pelo ex-jogador de basquetebol, Kobe Bryant, na época em que o atleta estava a finalizar a sua carreira. Esta obra cinematográfica, que teve Glen Keane como diretor e animador, nos mostra a sincera cumplicidade entre Bryant e o basquetebol ao longo de seus anos como basquetebolista. Nos Óscares de 2018, o filme venceu na categoria de Curta-Metragem de Animação.


E como é belo este filme. Uma carta de amor das mais bonitas. Dear Basketball possui uma forma de animação bastante interessante, caracterizada pelos traços. O poema escrito por Kobe Bryant é narrado ao longo do curta e é o próprio Kobe quem o narra. É à medida que esta narração do poema ocorre, que as imagens se sucedem, fazendo uma relação com tudo aquilo o que Bryant está a falar. É uma narrativa cativante que nos prende do início ao fim.


A ideia de transportar o trabalho poético de Kobe Bryant para as telas foi simplesmente incrível. A história contada é universal. É inspiradora. Mesmo sendo abordada diretamente a relação entre o atleta e o desporto, esta narrativa também pode tocar os sentimentos de diversas pessoas que amam aquilo o que fazem. Porque o amor por um sonho e por uma profissão é de todos. E esta obra cinematográfica é capaz de fazer com que nós todos nos identifiquemos com a mensagem trazida.


Outro ponto forte: a música de fundo do curta, composta pelo compositor e maestro John Williams, responsável por músicas de trilhas sonoras de grandes produções como A Lista de Schindler e Star Wars, é encantadora. Cada nota tocada pelos instrumentos musicais, que são principalmente instrumentos de cordas, faz-nos sentir ainda mais a sensibilidade e a emoção do curta-metragem.


Diante da preciosa poesia de Kobe Bryant, a adaptação para o cinema faz jus a ela.


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