Figueira Além-Mar

Fotorreportagem por Filipe Silva


Quando se pensa na Figueira da Foz é quase impossível não a associar ao azul das ondas e ao vasto manto dourado do areal. Nas palavras do conterrâneo João de Barros, “aquele mar da minha infância, bom camarada e meu irmão”. Porém, com o passar do tempo sinto que esse mar puxa para si toda a atenção, toda a beleza, da cidade.

Com isto em mente, procurei mostrar alguns locais de beleza quotidiana não tão escondida deste cantinho de Portugal, que tem tanto de outras cores além do azul e dourado.



Um dos maiores espaços verdes da cidade, o Parque das Abadias é o lugar ideal para um piquenique em família, um passeio ou atividades desportivas em, por exemplo, campos de futebol e basquetebol, uma Power Station ou equipamentos individuais.



O Centro de Artes e Espetáculos (CAE) foi inaugurado em 2002. Entre salas de exposição e estúdios conta, principalmente, com dois auditórios de 200 e 800 lugares. É o principal centro cultural da Figueira e atrai espetáculos nacionais e internacionais. A sua programação está sempre disponível no site oficial.



Fundada em 1910, a Biblioteca Municipal foi batizada em honra a Pedro Fernandes Tomás pelo seu trabalho nas áreas da etnografia e etnomusicologia. No mesmo edifício estão ainda albergados o museu, auditório municipal e os arquivos histórico e fotográfico.



Desde 1891, data da sua inauguração, o jardim municipal já sofreu algumas alterações, destinadas ao reaproveitamento do espaço e à sua modernização. Hoje, já não existe o coreto, mas o jardim continua com o seu encanto. Permanece um lugar de convívio para todos.



Outrora conhecido como Casino Peninsular, é o mais antigo de toda a Península Ibérica tendo obtido a licença de jogo em 1927. Dispõe de várias salas com objetivos distintos: desde grandes eventos, conferências, exposições e, claro, jogos de sorte.



Oficialmente tratado por Bairro Novo de Santa Catarina, esta zona é habitualmente conhecida por Picadeiro. É aqui que a noite da cidade ganha vida nos cafés, bares, restaurantes e discotecas.



Este é um dos marcos mais indissociáveis da Figueira da Foz. O forte teve um papel crucial, em 1808, durante a Guerra Peninsular que envolveu, entre outros países, a França e o Reino Unido. Graças à reocupação deste monumento militar, foi possível o desembarque seguro das tropas de Arthur Wellesley que vinham em auxílio de Portugal contra o exército de Napoleão. Hoje, o forte foi convertido em bar e é possível aproveitar da atmosfera convidativa deste local histórico.



A marina da Figueira da Foz é um espaço para barcos de recreio com área para até 330 embarcações. Além disso, oferece também um restaurante com esplanada à beira do rio Mondego.



A Fortaleza de Buarcos teria sido uma fortaleza marítima para defesa contra pirataria ou invasões. Agora, apenas três baluartes existem, resistentes ao tempo. Ao longo da muralha encontram-se diversos restaurantes e, atrás dos mesmos, as ruas antigas da zona de Buarcos.



Atrás da Fortaleza de Buarcos está uma zona habitacional de casas e ruas peculiares. É fácil perder-se por aquele labirinto de construções que invocam um sentimento medieval no seu posicionamento. As ruas são apertadas, muitas delas nem permitem o trânsito de veículos, mas repletas de beleza e história.



Por fim, uma das mais espetaculares vistas da costa portuguesa. O Miradouro da Bandeira situa-se na Serra da Boa Viagem e é possível ver as montanhas e as matas envolventes até ao horizonte.

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