Covid-19: Efeitos secundários

Por Mafalda Pereira e Paulo Cardoso


A Sapiens Digitalis quis perceber as rotinas de consumo dos nossos leitores, em tempos de confinamento. Deste modo, desenvolvemos um inquérito que obteve 101 respostas.


Portugal está há 42 dias em Estado de Emergência e a “saudade” de sair à rua já aperta. Com estabelecimentos fechados e parques infantis selados, permanecer dentro de quatro paredes já é um desafio.


Acompanhe com a Sapiens Digitalis os dados que se seguem:

Desde “viver noutra casa” até “acordar mais tarde”, as alterações no quotidiano têm-se verificado. Segundo a UNESCO, mais de 1,5 milhões de alunos de todo o mundo estão em casa. Para muitos estudantes o hábito agora é “passar o dia à frente do computador e fazer os mil e um trabalhos propostos”. Além das aulas de ginástica na RTP Memória, com o tempo passado em casa tem surgido a oportunidade de “exercitar o corpo e a mente”.

A união entre famílias e amigos passou da mesa de jantar para o ecrã do computador. As interações sociais ganharam um novo espaço: os encontros acontecem pelas redes sociais e plataformas de videoconferência. Esta pandemia trocou as viagens de carro por vídeos em direto no Instagram, que ocupam o horário nobre dos portugueses. Por volta de 1920, George O. Squier criou a tecnologia de streaming contínuo de música. Atualmente, a Netflix é uma das plataformas de consumo preferido pelos cidadãos.

Com o encerramento de quiosques e a limitação de saídas à rua, o consumo de informação aumentou nos meios digitais. Em tempos de pandemia, torna-se indispensável estar informado e a televisão tem sido a companhia de vários portugueses. A necessidade de acompanhar tudo ao minuto, levou a um crescimento de tráfego no consumo online e ao aumento do número de assinaturas digitais.


Mais tempo em casa tem proporcionado novas formas para ocupar o tempo. Os cidadãos apostam na “leitura de livros” e em aperfeiçoar os dotes culinários. “Fazer arrumações” tem sido um dos caminhos para preencher as horas do dia que parecem difíceis de gerir. Como o saber não ocupa lugar, “estudar” e “fazer um curso online” são prioridades para os nossos leitores.


Infografias por Mafalda Pereira

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