• Paulo Cardoso

Capas negras de esperança

Este ano, a presença na Sé Velha foi trocada pela internet. Coimbra não foi esta quinta-feira, a que foi em todos os anos anteriores. Foi uma viagem que aconteceu por Portugal e percorreu o mundo. As canções contaram uma história, a de todos nós a uma só voz.

Fotografia: Secção de Fotografia da Associação Académica de Coimbra

Diz o calendário que a serenata abre a Queima das Fitas, e assim é. Entre as ruas monumentais da Cidade dos Estudantes semeiam-se capas negras, sentimentos e canções que inspiram os quatro cantos do mundo.

Grupo Quarto Crescente, idem. Serenata Monumental de 6 de maio de 1994. Fotografia: Adamo Caetano

Ó coimbra do mondego / E dos amores que eu lá tive / Quem te não viu anda cego / Quem te não amar não vive / Quem te não viu anda cego / Quem te não amar não vive / Do choupal até à lapa / Foi coimbra os meus amores / A sombra da minha capa / Deu no chão, abriu em flores.”

Artista: José Afonso

Ilustração: Pedro Loureiro

Silêncio que se vai cantar Coimbra. Ao soar dos sinos da Torre da Universidade dá-se o sinal de partida e os grupos de fado tocam com um esplendor imperial. O traçado urbanístico das ruas cristaliza-se com as fachadas a ajudar a contar “mil e umas histórias” da cidade.

A celebração simbólica no digital não é um convite para ir agora a Coimbra. É, antes, uma lembrança de que há coisas que não mudam. Neste momento emocionante, os estudantes estão em tele-ensino; o isolamento agora, mais do que nunca, tem um tamanho importante. Contudo, o futuro não está longe demais. Vai chegar o tempo em que todos vamos estar juntos. Amanhã. Outubro.

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