• Jéssica Gonçalves

Aprender a (sobre)viver em isolamento

Os dias passam e não sei a quantas ando. Hoje é segunda-feira? Entre aulas online e outras gravadas, submissão de trabalhos, estudo, exercício físico, dormir, comer, não sei para onde me virar. Estou sem ordem, sem rotina. Os meus dias têm sido divididos entre tarefas que defino, mas sem chegar ao fim do dia com todas executadas. Tem sido uma missão de aprendizagem a dar valor ao que realmente importa. Até mesmo a apreciar as flores que nascem pelo meu jardim.


Perante a situação atual, com a pandemia da COVID-19 instalada e o isolamento social implementado, a sociedade tem-se readaptado às novas formas de viver o dia a dia. Rotinas que agora são adaptadas para serem confinadas às quatro paredes das casas de cada um de nós. Diariamente, sinto-me atolada por propostas, desafios, séries e filmes para ver, livros para ler. Conselhos de como passar o tempo de quarentena. Mas (pergunto agora)… Qual tempo?


Face àquilo que se está a viver, os métodos de avaliação foram ajustados e as aulas adequadas ao modo e-learning. Frequências trocadas por trabalhos, aulas presenciais trocadas por videochamadas, com algumas falhas técnicas. É um tempo de aprendizagem e de readaptação para ambas as partes: docentes e discentes. Percebo que a necessidade de manter a proximidade e continuidade do ensino requeira esta exigência, mas sinto mais trabalho agora do que se estivesse com aulas presenciais. É o que é, é o que se vive, é o que tem que ser. São tempos novos, tempos de adaptação. Considero-me uma sortuda, face ao mundo que está lá fora. Estou bem. Estou na minha casa com a família, seguros. Concentro-me nesta sorte que tenho.


Ouvi uma psicóloga dizer para não esperarmos pelo fim da pandemia para nos mexermos. Não podia estar mais de acordo. Ninguém sabe quando esta fase vai terminar, nem qual o desfecho dos dias que estão a correr. Há necessidade de viver o agora, mais do que nunca, seguros e com a consciência de que o vírus se espalhou. É a altura ideal para redefinir prioridades, parar, respirar, pensar na vida atribulada que se levava até então.




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