A luz ao fundo do túnel


Fotorreportagem por Karys Jordão


Os últimos meses foram desafiantes a todos os níveis. Agora, podemos respirar um bocadinho de alívio, mas conscientes de que nada está vencido. Aos poucos, vamos renascendo. Ficámos mais ricos e o nosso planeta também. Criámos bons e novos hábitos; aprendemos a valorizar o tempo com os nossos; descobrimos facetas que desconhecíamos; alguns fizeram do exercício uma prioridade e outros investiram na cozinha. Ora, nem tudo foi mau. 


A fotografia acompanhou o dia a dia de muitos. Porque, afinal, fotografar passa mesmo por eternizar momentos e criar histórias. A realidade de hoje faz e fará sempre parte da nossa história e, além das lições que tiramos deste episódio da nossa vida, as fotografias serão o reflexo daquilo que se viveu nestes últimos meses. 

Mais do que qualquer língua falada ou escrita, a fotografia é uma língua universal.


É, antes de mais, um registo e um documento incontestável de que alguma coisa realmente aconteceu. Nunca gostei de apagar fotografias, porque sinto que estou a apagar parte da minha vida. São elas que permitem recordar pessoas que seguiram caminhos diferentes; amizades esquecidas; os anos a passar; memórias irrepetíveis e dias cinzentos, mas, também, dias felizes e o tempo que não volta. Permitem-nos recordar tempos que, podendo estar esquecidos na memória, rapidamente rejuvenescem com uma fotografia.  As fotografias fazem, por tudo isto, renascer coisas, pessoas e ciclos. 


Fica o registo de um ciclo que ainda está por fechar e que, certamente, será lembrado para sempre como o tempo em que o ‘bichinho’ invisível dominou o Mundo. Diz-se que a cor verde é símbolo de esperança, liberdade, saúde e vitalidade. Estamos, agora, a recuperar a nossa liberdade e a esperança de que o Sol voltará a brilhar para todos.

À descoberta da natureza e de novos sentires. Explorar o que sempre esteve tão perto e era desconhecido.


"Não existe deserto para quem escolhe viver todos os dias rodeado de flores"

- O Céu é para quem não desiste de voar, Miguel Ribeiro


Os dias de calor já se fazem sentir e, com eles, a natureza mostra o que de mais bonito tem para nos oferecer.


Os raios de sol surgem como uma forma de apaziguar o desassossego que morou (e mora) nas nossas vidas. O sol - o que marca o começo de um novo dia e traz com ele a esperança de dias melhores.

"A beleza de um raio de sol resplandecente apenas pode ser desfrutada por aqueles que se aguentam até ao final da tempestade, e até mesmo durante a sua vil impetuosidade é possível encontrar paz, um retiro no meio do caos, uma brecha de luz capaz de nos manter a esperança." - O Céu é para quem não desiste de voar, Miguel Ribeiro

"Lembra-te que antes de um novo começo terá de haver sempre um fim (...)"- O Céu é para quem não desiste de voar, Miguel Ribeiro


A praia é, para muitos, um sítio de reflexão e, mais que isso, auto-reflexão. Durante estes meses sentiu-se uma falta geral de caminhar por espaços como estes. Agora podemos voltar a respirar a brisa que paira no ar e valorizar pequenos momentos.


Estamos, finalmente, a renascer. Aqui, o reflexo de uma vida que, aos poucos, se está a erguer. O retorno à liberdade que nos foi tirada sem aviso prévio. As ruas enchem-se com pessoas e o barulho dos carros já se faz notar

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