• Afonso Loureiro

É preciso saber dizer que não!

O amor é um sentimento fundamental para as nossas vidas. É capaz de construir uma união entre duas (ou mais) pessoas, mas também de a destruir. Aliás, o amor é essencial à realização pessoal, à motivação e à felicidade, pelo menos, desde que as pessoas saibam verdadeiramente o que ele significa, o valorizem e o apreciem.


No entanto, apesar de ser um sentimento muito forte, nem sempre vale tudo no amor. Em muitas relações amorosas estão presentes sensações, que não são tão bonitas assim. Tais como o ciúme, a inveja ou até o sentimento de pertença em relação ao outro. Na verdade, estes sentimentos não ajudam em nada à relação, antes pelo contrário, prejudicam-na!


Desta forma, como começa uma relação abusiva? Muitas vezes, começa de forma ténue e afeta a capacidade da vítima de reconhecer a violência presente. Prevalece o excesso de poder sobre o parceiro, a vontade de o controlar, de “o ter só para si”. A pessoa submissa à violência fica enclausurada num estado de ansiedade e de frustração, completamente (auto)destrutiva.


Qualquer tipo de relação se pode transformar numa união abusiva. Seja ela de amizade, de família, de trabalho. Contudo, a violência que assola os casos amorosos são os mais mediatizadas. Através dos meios de comunicação, são-nos apresentados casos de mulheres agredidas, sequestradas, assassinadas pelos ex-parceiros. Sim, as relações abusivas muitas vezes chegam a este extremo.



Frequentemente, a vítima, aos poucos e poucos, vai abdicando da sua liberdade e vai-se tornando cada vez mais prisioneira, ou seja, “escrava” do outro. Por esse facto, nas relações, a independência é essencial, uma vez que, a meu ver, ninguém depende de ninguém para ser feliz!




O primeiro conselho que posso dar é que não devemos mudar por causa da vontade do outro. O abusador apenas tem força quando o parceiro se submete a ele e não o questiona. Não fazer isso é o primeiro passo para ele não vencer. Antes de tudo, conhecer os nossos limites e não nos submetermos a nenhum tipo de controlo, abuso ou desrespeito. Não é fácil mudar os hábitos comportamentais, mas, no final de contas, vai valer a pena.


Nunca esquecer que: a culpa do que está a acontecer NÃO é tua, nem tens a “missão” de mudar o teu parceiro. De igual forma, a submissão às suas vontades e o silêncio perante tudo não vai melhorar nada. É fundamental saber a hora de terminar algo, pois, por vezes, é a melhor solução. Para ambos.


É importante que a denúncia exista a fim de erradicar este problema. Se o sentimento de inseguro e infelicidade permanece numa relação, é bem provável que os abusos estejam presentes. Um relacionamento abusivo não é saudável, nem nunca o será. Assim, se alguma vez já foste vítima de qualquer forma de violência, física ou psicológica não hesites em contactar um amigo, um familiar ou as autoridades competentes.

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